
De acordo com dados do CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho, o número de empregados(as) assalariados(as) rurais com carteira assinada, exercendo atividades laborais no agronegócio paulista, chegou a 339.342 pessoas no mês de abril de 2026, representando crescimento de 0,30% em relação ao mês anterior.
No ano de 2026, até abril, houve 20.174 contratações e 19.163 demissões, resultando em saldo positivo de 1.011 pessoas. O segmento de agricultura, pecuária e serviços relacionados foi responsável por 18.989 contratações e 17.789 demissões, registrando saldo positivo de 1.200 pessoas.
Esse segmento do agro paulista conta com aproximadamente 310 mil empregados(as) no Estado, o que evidencia a relevância dos contratos por tempo determinado e por safra, como ocorre nas culturas da laranja e do café.
Entre as principais culturas, a cana de açúcar apresentou crescimento de 3,03% em relação ao mês anterior, alcançando 54.125 pessoas exercendo atividades laborais nesse subsetor.
Já a laranja registrou redução de 3,15%, chegando a 41.491 empregados(as). A pecuária, que concentra o maior número de empregados(as), apresentou leve variação de -0,16%, com 3.029 contratações e 3.152 demissões, alcançando um contingente de aproximadamente 76 mil empregados(as).
Ainda não são observados impactos significativos dos choques externos sobre o agronegócio paulista, como os decorrentes das tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã, que vêm influenciando os mercados globais, inclusive o setor agropecuário. O Brasil permanece dependente da importação de diversos insumos utilizados na produção agrícola, o que torna o setor sensível às oscilações internacionais de preços e custos logísticos.
Entretanto, caso esses choques persistam ou se intensifiquem, produtores rurais poderão ampliar investimentos em tecnologias voltadas ao aumento da produtividade e à redução de custos. Esse movimento poderá contribuir para a diminuição da demanda por mão de obra em determinadas atividades, especialmente aquelas mais suscetíveis à mecanização e à automação.





