
Setor sucroenergético paulista: emprego cresce, mas desafios permanecem
O setor sucroenergético (cana-de-açúcar e etanol) de São Paulo registrou crescimento do emprego formal entre 2020 e abril de 2026. O número de trabalhadores com carteira assinada passou de 46,7 mil para 54,1 mil, representando a criação de aproximadamente 7,3 mil novos postos de trabalho.
Apesar da expansão, a qualidade das relações de trabalho segue sendo um desafio. A ampliação da terceirização, a alta rotatividade e os pedidos de demissão têm marcado o período, refletindo questões como salários próximos ao piso estadual, menor estabilidade e limitações de crescimento profissional para parte dos trabalhadores.
Outro aspecto importante é o avanço da mecanização. Se por um lado a tecnologia aumentou a produtividade do setor, por outro reduziu significativamente a necessidade de mão de obra ao longo das últimas décadas. Em 1995, o setor empregava cerca de 80,6 mil trabalhadores formais; em 2025, esse número caiu para 50,1 mil, uma redução acumulada de 37,8%.
Assim, o setor sucroenergético paulista vive uma realidade de contrastes: crescimento recente do emprego formal e modernização produtiva, mas ainda convivendo com desafios relacionados à valorização do trabalho, à estabilidade dos empregos e aos impactos históricos da mecanização sobre os assalariados rurais.
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