Feraesp

O custo Tarcísio de Freitas ao estado de São Paulo

Quem é Tarcísio de Freitas (Republicanos): o governador que aposta no Estado mínimo e nas privatizações em contrapartida a ações sociais que beneficiam o povo?

Tarcísio Gomes de Freitas nasceu em 19 de junho de 1975, na cidade do Rio de Janeiro (RJ). É formado em Ciências Militares pela Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN) e em Engenharia Civil pelo Instituto Militar de Engenharia (IME).

Após deixar a carreira militar, passou a atuar na administração pública federal e foi ministro do condenado Jair Bolsonaro (PL). Em 2022, foi eleito governador do Estado de São Paulo.

Politicamente, Tarcísio de Freitas é identificado com a direita brasileira, com forte alinhamento ao bolsonarismo, embora procure projetar uma imagem de gestor técnico. Sua atuação é marcada pela defesa de políticas econômicas liberais, redução da participação do Estado na economia, privatizações, concessões de serviços públicos.

Desde o início de sua gestão, o governador Tarcísio de Freitas adotou as privatizações e concessões como uma das principais estratégias de governo. A venda da Emae, a privatização da Sabesp e a ampliação das concessões do sistema metroferroviário foram apresentadas como medidas para atrair investimentos, aumentar a eficiência e melhorar a qualidade dos serviços públicos. Entretanto, os acontecimentos posteriores mostram o fracasso das políticas liberais defendidas por Tarcísio de Freitas, admirador declarado do presidente argentino Javier Milei, ultradireitista. Milei, que tem mais de 60% de rejeição na Argentina (de acordo com o portal “Opera mundi”, reportagem veiculada em 16 de abril de 2026) acumula declarações ofensivas dirigidas a lideranças brasileiras. Em sua participação na Convenção Nacional do PL, realizada em São Paulo, em 25 de julho, na presença de Tarcísio de Freitas e do  Senador Flavio Bolsonaro (PL), esse último, investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), voltou a atacar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), chamando-o de “ladrão”, sem apresentar provas para a acusação, e dirigiu-se ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes, com a expressão “lixo careca”, postura comum de desrespeito e de baixo nível intelectual da direita em todo o mundo.

Sabesp: lucro maior e aumento das reclamações

A privatização da Sabesp foi defendida pelo governo sob a promessa de universalizar o saneamento, ampliar investimentos e tornar a companhia mais eficiente. Entretanto, após a conclusão da operação, foram registrados aumento das reclamações envolvendo cobranças, atendimento, interrupções no abastecimento, vazamentos e transtornos decorrentes de obras.

Ao mesmo tempo em que a empresa passou a apresentar resultados financeiros expressivos, cresceram os questionamentos sobre a qualidade dos serviços prestados à população.

Transporte sobre trilhos

É no sistema ferroviário concedido à iniciativa privada que se concentram os episódios mais amplamente divulgados pela mídia.

Várias Linhas registraram, desde a concessão:

Uma pesquisa básica, pode ser constatado esses problemas, foram divulgas várias reportagens em veículos de comunicação, como o UOL, FOLHA DE SÃO PAULO, PODER360 etc.

A gravidade dos episódios levou o Ministério Público de São Paulo a instaurar inquéritos civis e firmar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com a concessionária ViaMobilidade, exigindo investimentos, melhorias operacionais e medidas de segurança, o que ao que parece, não foram feitas, houve vários episódios de problemas com as linhas de empresas privatizadas, como o da Trivia, que recentemente teve o episódio de incêndio no trem no dia 24 de julho de 2026.

Apesar desse histórico, o governo paulista decidiu ampliar o modelo de concessões, transferindo também a operação das Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade para a iniciativa privada, decisão que gerou forte oposição de sindicatos, entidades representativas e parte da sociedade civil.

EMAE:

No caso da EMAE (Empresa Metropolitana de Águas e Energia), as críticas concentram-se principalmente na decisão política de privatizar uma empresa considerada estratégica para a geração de energia e para a gestão dos recursos hídricos do Estado de São Paulo.

Especialistas, parlamentares e entidades questionaram:

Posteriormente, dificuldades financeiras enfrentadas pela controladora privada repercutiram sobre a Sabesp, empresa privatizada durante a gestão de Tarcísio de Freitas. Desde a desestatização, esta última companhia, como mencionado, registrou aumento no número de reclamações de consumidores e incidentes operacionais, além de ter sido alvo de questionamentos por parte do Tribunal de Contas do Município de São Paulo (TCM-SP) durante o processo de privatização.

Considerações

Para Jotalune Dias dos Santos, o Jota, presidente da FERAESP, “a forma como Tarcísio de Freitas conduz o Estado, baseada em privatizações e na defesa de um Estado mínimo, tem aprofundado as desigualdades e penalizado justamente a parcela mais vulnerável da população. Os exemplos apresentados neste artigo demonstram, na nossa avaliação, que esse modelo de gestão não atende ao interesse público. Trata-se de um governo alinhado à ultradireita, cujas posições e alianças políticas já foram marcadas por episódios de preconceito contra minorias, disseminação de desinformação e políticas que, em vez de priorizar os trabalhadores e a população mais pobre, favorecem grupos econômica e socialmente privilegiados.”

  

Referências

*Revisão ortográfica feito por IA.

 

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